Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005
ABENÇOADA CRISE
Estou com Manuel António Pina quando diz que o discurso da crise tem servido para aumentar o fosso entre o país rico e o país pobre.
E para algumas habilidades.
Há dias ouvi contar que um industrial do concelho se viu forçado a retirar o acréscimo (inferior ao legal) que pagava aos trabalhadores pelo trabalho suplementar prestado.
Por causa da crise.
Também por causa da crise, os seus trabalhadores prestam cada vez mais trabalho suplementar. Pago em singelo, mais baratinho. Um deles em pouco mais de meio mês já tinha "dado" 80 horas extras. Mais de metade do que é permitido dar durante um ano!
Apesar da crise, o industrial vende cada vez mais.
Uma coisa não sei, não sou curioso e não perguntei:quanto ganhava.
Há perguntas que até a boa educação impede de fazer.


publicado por alvaro às 21:02
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ESTÁ DIFICIL...
A mudança das Conservtórias do edifício do Palácio da Justiça para a R.D. João I continua a fazer-se a ritmo de caracol.
O Estado já paga centenas de contos por mês há anos, mas parece que não há pressas.
O Director Geral dos Registos e Notariado informou a Delegação da Ordem dos Advogados que a mudança deverá ocorrer até ao final do ano de 2005.
Vamos lá a ver, como diz o cego. Mas uma coisa é certa. Para a burocracia reinante, transferir umas estantes e umas dezenas de arquivos é uma tarefa muito morosa e difícil.
E já agora pergunta-se: quando sai o notário? Quando se iniciam as obras de adaptação do Palácio da Justiça para permitir maior funcionalidade ao Tribunal?


publicado por alvaro às 20:46
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ESTÁ DIFÍCIL..


publicado por alvaro às 20:20
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DÁ QUE PENSAR
Já é a segunda vez que leitores do Fredemundus defendem o extinção do futebol senior do Sport Clube de Freamunde. Argumentam que há pouco entusiasmo à volta da equipa e falta de verbas para a sua manutenção.
Infelizmente a realidade é essa. Fracas assistências aos jogos, despesae elevadas e escassez de receitas.
Mas é perfeitamente descabido defender a pura e simples extinção.
O clube tem capacidades para manter o futebol senior. Como clube mais antigo do concelho seria um contra- senso tal medida extrema.
Há muitas soluções, ou para revitalizar o clube ou redimensioná-lo à medida das capacidades financeiras dos seus associados e simpatizantes.
Foi pena que há alguns anos um projecto de revitalização tivesse sido metido na gaveta.
Se não puder ser retomada essa via, enverede-se pelo redimensionamento.
Ainda me recordo do clube "pobrezinho", só com a "prata da casa", mas com um entusiasmo transbordante dos adeptos à sua volta.
Melhor isso que fazer figura de rico...falido.


publicado por alvaro às 15:34
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Sábado, 26 de Novembro de 2005
Médicos - país a duas velocidades
Em 2003 existiam em Portugal 3,3 médicos por 1000 habitantes, o que posicionava muito bem o nosso país no ranking europeu.Este ranking era liderado pelo Reino Unido com 2,2 médicos/1000 habitantes. Portugal encontrava-se à frente de paises como a Alemanha, Áustria e França.
O problema de Portugal é a disparidade entre as regiões.Na Sub-Região de Saúde de Beja há apenas um médico para 703 habitantes e na de Bragança há um médico para 646 habitantes.No polo oposto encontram-se Coimbra e Lisboa com um médico para 129 e 181 habitantes, respectivamente.


publicado por alvaro às 18:36
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Domingo, 20 de Novembro de 2005
Símbolo de Freamunde
Freamunde desenvolveu-se através do comércio e da indústria. As feiras e os numerosos estabelecimentos locais, serviram, não só o abastecimento da freguesia, como uma vasta área adjacente. A este desenvolvimento comercial juntou-se o pioneirismo industrial, com variadíssimas indústrias que, no seu conjunto, constituiram o motor económico da terra.
Freamunde desenvolveu-se à moda do século XX ao assentar a sua economia no comércio e na indústria, contrariamente ao que alguns pretendem fazer crer, na avicultura dos capões.
É completa estultícia tomar esta indústria caseira e rural dos capões, que nunca foi exclusiva de Freamunde, e que sempre teve maior incremento em freguesias e concelhos circunvizinhos, como a base económica e cultural de Freamunde.
A indústria do capão é feudal e nunca teve expressão em Freamunde, excepto na Feira de Santa Luzia como produto natalício, complemento das despesas de Natal para os seus criadores
Se queremos símbolos para o desenvolvimento da nossa terra, não temos outro remédio senão pegar nas duas classes fundamentais do capitalismo e erigir-lhes monumentos: patrões e operários.
Foram estas duas classes que deram a Freamunde o seu desenvolvimento e a sua configuração actual.
Octávio Renato Magalhães- Fredemundus, 4.11.05


publicado por alvaro às 23:53
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Notas sobre cidadania
No post anterior falou-se de cidadania, que em Paços de Ferreira seria afectada com a A42.
Talvez seja oportuno apresentar algumas notas sobre o conceito cidadania.
Cidadania é o vínculo jurídico político que traduz a pertinência de um indivíduo a um Estado, constituido por um conjunto de direitos e obrigações. Mais do que a mera ligação de um indivíduo a uma entidade sociológica, como a Nação, a cidadania exprime, assim, um vínculo de carácter jurídico entre um indivíduo e uma entidade política - o Estado.
A cidadania define um dos elementos estruturantes do Estado - a população ou povo estadual e constitui para os indivíduos o seu estatuto jurídico fundamental e primário - a matriz de onde decorrem os seus direitos face ao Estado(inclusivé o de participar constitutivamente na formação da vontade soberana deste último) e as suas obrigações perante ele (maxime aquelas a que apenas os membros da população estadual estão adstritos- como a do serviço militar).
O conjunto de direitos e deveres que hoje integra a cidadania, bem como as características do vículo em que esta se traduz, variaram com o decorrer dos tempos.
Na Idade Média, o vínculo é perpétuo e traduz a dependência política do indivíduo ao suzerano, sendo constitutivo de uma relação de subordinação da qual decorria para o indivíduo, em contraponto aos deveres de fidelidade e vassalagem, a possibilidade de beneficiar, face aos demais poderes, da protecção do seu senhor.
Com a formação do Estado moderno e o advento da Revolução Francesa, a realidade vai-se aproximando dos termos em que se define actualmente o conceito de cidadania.
A cidadania é um núcleo de direitos públicos de carácter político. Vejam- se os artigos 15º da Constituição e 14º do Código Civil.
Actualmente assiste-se à criação de espaços supra-estaduais, em relação aos quais se pode igualmente falar de cidadania, por ex cidadania europeia, enquanto estatuto dos cidadãos de uma outra realidade política.


publicado por alvaro às 15:32
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Estradas e cidadania
O IC25 vai contribuir para um aumento da qualidade de vida, tendo melhores acessos ao consumo, bem como nos vai enfraquecer a cidadania- conclui o Editoral do jornal IMEDIATO do passado dia 11.
O editorialista confunde qualidade de vida com acesso ao consumo e exagera manifestamente no que diz respeito à cidadania. Francamente não vejo como é que menos de duas dezenas de quilómetros de auto-estrada conseguem enfraquecer a cidadania. Não consigo mesmo perceber a relação entre estradas e cidadania.


publicado por alvaro às 12:46
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Clones
O PSD e o PS são hoje, na sua matriz, até ideológica, mas fundamentalmente programática, clones um do outro, como acontece em toda a Europa - disse hoje Luis Filipe Meneses ao JN.
Não é, aliás, novidade nenhuma. O PC anda a dizer isso há largos anos.


publicado por alvaro às 11:24
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Sábado, 19 de Novembro de 2005
Arménio Pereira politicamento correcto
Arménio Pereira foi ouvido pelo Novas do Vale do Sousa a propósito do IC25, pelo qual lutou durante anos. Diz Arménio que lutou praticamente sozinho e queixa-se: "Na altura da vitória do Guterres fiquei triste, porque não recebi dos meus pares dos outros partidos a mesma solidariedade que durante os governos de Cavaco Silva eu sempre prestei. Sempre fui uma voz crítica contra o Governo". "...os meus colegas afectos ao PS não me deram a mesma solidariedade que me deram quando os Governos eram do PSD". Então, e muito pertinentemente, o entrevistador perguntou: "Essa é uma crítica aos restantes autarcas do Vale do Sousa?" A pergunta até parecia desnecessária tal a clareza das palavras de Arménio. Enquanto os governos eram do PSD, eles, autarcas do PS, embarcavam com ele do PSD na luta contra o Governo. Depois que o Governo passou para o PS, acabou-se a solidariedade regiolnal, acabou-se a luta pelo IC25, a luta pelos interesses das populações do Vale do Sousa. A partir daí outros valores mais alto se levantaram. Os valores da solidariedade política, os interesses partidários, os interesses individuais de manter os cargos de autarcas, que poderiam ser postos em causa, com essa coisa do IC 25. As palavras de Arménio relatavam factos que punham em causa os autarcas socialistas. Eles eram uns oportunistas. Lutavam pelo IC25 tão só e apenas quando essa luta não punha em causa os seus interesses de ordem política e partidária. Arménio, no entanto, apenas ficou triste, quando tinha razões para ficar revoltado com os seus colegas autarcas, que assim demonstravam valer zero como defensores dos interesse da região e das suas populações. E à pergunta respondeu não. As suas palavras não eram de crítica aos colegas-disse. Então o que eram? A sua opinião sobre as suas próprias palavras aos leitores pouco interessará. Eles são soberanos para, das suas afirmações, retirarem as suas conclusões.Ele, Arménio, depois de as produzir, é um comentador como outra pessoa qualquer. Não lhe pertence qualquer privilégio de intérprete autêntico. Ao dizer que não criticava foi apenas diplomático, politicamente correcto.


publicado por alvaro às 01:18
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